UM REMÉDIO PIOR QUE O MAL

UM REMÉDIO PIOR QUE O MAL

Por: Eduardo Scotty.

 

 

O MPLA galvanizou as massas populares com seu Slogan " o MPLA é o povo, e o povo é o MPLA". Hoje esta palavra de ordem não faz mais efeito. O seu tempo já passou.

A iniciativa governamental apoiada pela maioria parlamentar do MPLA, é um erro histórico. A falta de debate, na altura de apresentação deste projecto na Assembleia nacional, não permitiu efectivamente à oposição política de delimitar o assunto.

Na véspera das eleições legislativas de Setembro 2008, rádios e jornais privados juntaram-se para reabrir o debate à este respeito. A oposição, áfona até a semana passada, reagiu e exige da Assembleia nacional a anulação da menção "raça" do bilhete de identidade antes das eleições de Setembro. O assunto ocupa de novo a cena política. Muito embaraçado, o MPLA, na origem deste erro histórico, faz-se mais discreto. O argumento que consiste em dizer que a menção "raça" facilita a identificação não convence ninguém.

Paulo Carvalho, eminente sociólogo angolano, requer com império, nas suas declarações nos meios de comunicação social, a anulação da menção controversa.
Em Angola, não há Pretos, nem Mestiços, nem Brancos. Há apenas, ANGOLANOS. E o PDP-ANA, na sua dialéctica, é muito claro a este respeito. Qualquer forma de exclusão ou racismo deve ser condenada.

Qual " raça" o governo de MPLA dará aos Chineses que invadem o nosso país, e escolheram instalar-se, se pedirem a nacionalidade angolana? Angola precisa de todos os seus filhos para fundar uma nação multicultural forte. E o futuro passa pela aceitação da diferença. Quem pensa o contrário, age contra a maré da história. "O debate está aberto".

 

 


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