DESPEDIMENTOS NO PORTO DE LUANDA SÃO ILEGAIS

DESPEDIMENTOS NO PORTO DE LUANDA SÃO ILEGAIS

 

 

A sala de trabalho do Tribunal Provincial de Luanda notificou a Multi-Terminal a reenquadrar os cerca de mil e vinte e um trabalhadores que despediu mediante acordo e caução, por se tratar de uma medida meramente administrativa e sem qualquer respaldo na lei.

A nota deliberativa da Sala de Trabalhos foi entregue ao Sindicato dos Trabalhadores Portuários e Ferroviários de Angola em representação dos trabalhadores despedidos durante uma reunião, Terça-feira última, e já entregue à direcção da Multi-Terminal, que a remeteu aos seus advogados e só depois destes deverá fazer saber qual a sua posição.

 

Adão Francisco, primeiro-secretário do Sindicato dos Trabalhadores Marítimos, Portuários e Ferroviários de Angola, diz que a deliberação da Sala de Trabalho do Tribunal Provincial de Luanda, constituiu o primeiro passo para a reposição da legalidade e direitos trabalhistas dos 1021 despedidos, alegadamente por imperativos de modernização das operações portuárias.

 

« A outra parte mais importante é o retorno dos trabalhadores que ainda não está decidido mesmo com o documento que o administrador do Porto recebeu. Reunimos duas vezes, mas, esses encontros ainda não trouxeram nenhuma expectativa sobre os nossos benefícios, estamos sempre à espera que as portas fiquem abertas, por enquanto as relações são as mesmas.

 

Reunimos uma vez com o Porto, fomos a segunda vez assinar a acta eu acho que os ânimos dos trabalhadores estão mais aliviados depois deste pequeno passo que demos, eu acho resultou em alguma coisa e os trabalhadores ficaram um pouco mais à vontade e espero que a situação evolua daqui para frente».

 

O Porto de Luanda vive desde há cerca de três anos problemas com a sua força de trabalho, depois de ter privatizado todos os seus terminais. A pretexto de inovações nos modelos de operações de carregamento e descarga, as empresas detentoras dos terminais despede a troco de algumas coroas trabalhadores como mais de 30 anos de trabalho ante o silêncio da direcção do Porto.

 

 

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